1. Procedimentos para a detecção de fugas de acordo com a legislação em vigor.

a) Métodos de medição indiretos:

Controlo manual e visual dos equipamentos e análise dos seguinte parâmetros:

  • Pressão;
  • Temperatura;
  • Corrente do compressor;
  • Níveis de líquido;
  • Volume de recarga.

b) Métodos diretos e suspeita de fuga:

Á menor suspeita de fuga usam um método direto. Constitui suspeita de fuga uma ou mais situações seguintes:

a) Indicação de fuga pelo sistema fixo de detecção de fugas;

b) O equipamento produz ruídos inabituais, vibração, formação de gelo ou capacidade de refrigeração insuficiente;

c) Indicações de corrosão, fugas de óleo e danos nos componentes ou material, em pontos de fuga possíveis;

d) Indicadores de fuga em visores ou indicadores de nível ou outros dispositivos visuais;

e) Indicações de danos em interruptores de segurança ou pressão, contadores e ligações de sensores;

f) Desvios das condições operacionais normais indicadas pelos p arâmetros analisados, incluindo pelas leituras de sistemas eletrônicos em tempo real;

g) Outros indicadores de perda de carga de refrigeração.

Só os técnicos certificados no manuseamento de fluidos frigorigéneos com elevado efeito de estufa poderão proceder ao preenchimento das folhas de intervenção (CENTERM), de acordo com o decreto lei n.º 56/2011, de Abril de 2011.

2. Reparação de fugas

a) Antes de proceder á reparação, e sempre que necessário, procede-se à bombagem ou a recuperação do fluido frigorigéneo.

b) Antes de verificar a pressão de azoto (isento de oxigênio ou outro gás adequado para verificar a pressão), quando necessário, procede-se à recuperação do fluido frigorigéneo.

c) Identificar-se a causa da fuga.

3. Controlo pós-recuperação

Controlo das áreas onde foram detetadas e reparadas fugas, bem como as áreas contíguas, quando tenha sido exercida pressão durante a reparação.

4. Preenchimento e registo dos equipamentos na folhas de intervenção (Adene e CENTERM)

As atividades referidas no n.º 1 Regulamento (CE) n.º 303/2008 apenas poderão ser executadas por técnicos certificados de acordo com o disposto no n.º 1 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 56/2011.

Os técnicos deverão  obter a certificação para intervenção em equipamentos fixos de refrigeração, ar condicionado e bombas de calor que contenham gases fluorados com efeito de estufa.

cartao gases fluorados

As fichas de intervenção são preenchidas de acordo com as intervenções de transfega, reciclagem, valorização e destruição das substâncias que empobrecem a camada de ozono e a intervenções de recuperação para reciclagem, valorização e destruição dessas substâncias contidas em equipamentos de refrigeração e de ar condicionado, bombas de calor, bem como para as intervenções de manutenção e de assistência desses mesmos equipamentos, incluindo a detecção de eventuais fugas (Anexo II do Decreto-Lei n.º 35/2008).

folha adene (35_2008)

Ficha de Intervenção (CENTERM) para Registo das Intervenções efetuadas pela técnico certificado.

O técnico certificado deve proceder ao preenchimento da Ficha de Intervenção aquando da realização das seguintes atividades:

  • Instalação/Colocação do equipamento;
  • Detecção de fugas de acordo com o decreto lei;
  • Manuseamento de dispositivos de comando de válvulas;
  • Manuseamento de válvulas;
  • Recuperação de Fluido.

Cada Ficha deve ser preenchida em duplicado. Um dos exemplares deve ser conservado pelo técnico certificado. O outro exemplar deve ser entregue ao Operador do equipamento (proprietário).

folha centerm

 

No âmbito das obrigações decorrentes da aplicação do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 56/2011, é comunicado à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), até ao dia 31 de Março do ano corrente.

Esta comunicação deve ser feita em nome do detentor dos equipamentos ou sistemas aos quais se respeita a utilização dos gases fluorados com efeito de estufa. Para tal deverá ser utilizado o Formulário online para a Comunicação de Dados, cujo manual de preenchimento se disponibiliza.

Atenção às novas imposições relativas ao manuseamento do R22!

R22-Refrigerant-Gas

De acordo com a circular nº 41/2014 e no âmbito do reconhecimento de técnicos com qualificação para a realização de intervenções em equipamentos de refrigeração, (ar condicionado ou bombas de calor) que contenham substâncias regulamentadas ao abrigo do Regulamento n.º 1005/2009, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Setembro de 2009, vimos por este meio informá-los de que por imposição legal, a partir de 01-01-2015, não será possível efetuar a manutenção de equipamentos que contenham ou dependam de HCFC (como é o caso do R22), com utilização de substâncias regulamentadas, e independentemente da quantidade de fluido frigorigéneo presente no equipamento.

 

Neste sentido, alertamos que apenas poderão ser realizadas as seguintes operações:

  • Detecção de fugas nos equipamentos, desde que as mesmas não impliquem o contacto direto com o fluido (como é o caso da contenção de uma fuga). Quando os equipamentos deixarem de operar, podem ser convertidos (carga de gás frigorigéneo permitida pela lei em vigor), ou desmantelados. Se os equipamentos não necessitarem de manutenção, podem operar indefinidamente, não sendo obrigatório substituir o referido fluido até ao final de 2014;
  • Recuperação de substâncias regulamentadas durante a manutenção/ reparação do equipamento ou antes do respectivo desmantelamento/ eliminação, apenas com intuito do seu encaminhamento para destruição. Deste modo, não é possível utilizar HCFC revalorizados ou reciclados para fins de manutenção e reparação dos equipamentos.

De acordo com a Agência Portuguesa do ambiente e com o disposto no artigo 13.º do Regulamento (UE) N.º 517/2014:

 1. A partir de 1 de Janeiro de 2020, é proibida a utilização de gases fluorados com efeito de estufa, cujo potencial de aquecimento global seja igual ou superior a 2500, na assistência técnica ou na manutenção de equipamentos de refrigeração com uma carga de 40 toneladas ou mais de equivalente de CO2. Esta disposição não se aplica aos equipamentos militares ou a equipamentos destinados a aplicações concebidas para arrefecer produtos a temperaturas inferiores a –50 °C.

2. A proibição referida no ponto anterior não é aplicável, até 1 de Janeiro de 2030, às seguintes categorias de gases fluorados com efeito de estufa:

A gases fluorados com efeito de estufa valorizados, com um potencial de aquecimento global igual ou superior a 2500, utilizados na manutenção ou assistência técnica de equipamentos de refrigeração existentes, desde que rotulados nos termos do n.º 6 do artigo 12.º do Regulamento;

A gases fluorados com efeito de estufa reciclados, com um potencial de aquecimento global igual ou superior a 2500, utilizados na manutenção ou assistência técnica de equipamentos de refrigeração existentes, desde que esses gases tenham sido recuperados dos referidos equipamentos. Os gases reciclados só podem ser utilizados pela empresa que procedeu à sua recuperação como parte da manutenção ou da assistência técnica, ou pela empresa para a qual a recuperação foi efetuada como parte da manutenção ou assistência técnica.

3. A proibição referida no primeiro ponto não se aplica aos equipamentos de refrigeração para os quais tenha sido autorizada uma isenção em aplicação do n.º 3 do artigo 11.º do Regulamento.

Substâncias que destroem a camada de ozono (ODS – Ozone Depling Substances):

ODS - Substâncias que destroem a camada de ozono

Lista de ODS: Lista de ODS

 

Classificação de Segurança: Anexo E – Classificação de Segurança e Informação relativa aos fluidos frigorigéneos